Biotecnologia é a chave da virada energética | Comida Boa - Do Campo à Mesa

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Biotecnologia é a chave da virada energética

Biotecnologia é a chave da virada energética

Você sabia que o bagaço de cana-de-açúcar, dejetos de animais, subprodutos de moagem de mandioca e outras matérias orgânicas, já são usados para produzir energia elétrica, biocombustíveis e gás?  

Outro aspecto importante é que se esses materiais fossem despejados diretamente na natureza, poderiam contaminar o solo e a água dos rios. Mas, empregando processos controlados de transformação, é possível não só extrair os poluentes como gerar energia renovável. 

Essa transformação envolve desde a obtenção da biomassa que pode ser convertida em energia mecânica, térmica e elétrica, até os processos industriais mais eficientes, decorrentes da biotecnologia industrial. 

O que é a biotecnologia industrial?

A biotecnologia industrial reúne ferramentas para viabilizar a independência da indústria em relação aos recursos não renováveis, voltando-se para o uso de biomassa sustentável. 

Em outras palavras, no lugar dos combustíveis fósseis e minerais, a biotecnologia industrial emprega biomassa de culturas e resíduos como matérias-primas em processos facilitados por enzimas e microrganismos que atuam na fabricação de produtos de base biológica. 

Em geral, a biotecnologia Industrial emprega microrganismos melhorados geneticamente e enzimas desenvolvidas por técnicas de engenharia genética, possibilitando o processamento sustentável e a produção de materiais e combustíveis na fermentação das matérias-primas.

Dessa forma, a biotecnologia impacta os setores farmacêuticos, de cosméticos, de alimentos e rações, de detergentes, papel e celulose, têxteis e bioenergia (como biocombustíveis). Nas mais diversas áreas de atuação, a biotecnologia industrial reduz as emissões de gases de efeito estufa e diminui o impacto negativo da manufatura no meio ambiente.

É especialmente apropriada nas regiões com recursos abundantes de biomassa, como é o caso do Brasil. O país tem condições privilegiadas para geração de matérias-primas: clima adequado, maior biodiversidade do planeta, agricultura forte e disponibilidade de terras. Por isso, a biotecnologia industrial já está presente no segmento de biocombustíveis. Só na produção de etanol, existem mais de 400 usinas engajadas.

Biodigestores representam uma realidade da economia circular

Na criação de animais e agroindústrias uma das formas mais comuns de transformar resíduos em energia é com o emprego de biodigestores: centrais, usinas ou equipamentos que aceleram a decomposição de matéria orgânica sem a presença de oxigênio (decomposição anaeróbica). 

O conceito é simples:  basta colocar matéria orgânica (restos de alimento, dejetos animais ou humanos, resíduos agrícolas, entre outros) em um tanque hermeticamente fechado e deixar o material degradar naturalmente. Esse processo libera biogás, composto principalmente por metano e CO₂, usados para gerar energia elétrica ou para aquecimento, substituindo o gás de cozinha, por exemplo.

Em situações como essas, identificamos a economia circular na prática. Reconhecida como um conceito baseado na natureza onde os resíduos são insumos para a produção de novos produtos.

Em resumo, a revolução que a biotecnologia tem promovido na indústria vem ocorrendo de forma alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentáveis (ODS) promovidos pela Organização das Nações Unidas (ONU) em prol de um modelo econômico que traz oportunidades para o melhor uso dos recursos naturais. 

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