Água: precisa ser usada com inteligência

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Água: precisa ser usada com inteligência

Água: precisa ser usada com inteligência

Não temos dúvida do quanto precisamos poupar água. Afinal, esse recurso é essencial para a manutenção da vida no planeta. Fechar a torneira ao escovar os dentes, não tomar banhos longos e reaproveitar a água da chuva para regar o jardim são apenas algumas das inúmeras atitudes que podemos adotar em casa.

A conscientização sobre o uso eficiente da água passou a ser uma demanda urgente, inclusive no Brasil, país da maior reserva de água doce do planeta. 

Assista ao vídeo da Agência Nacional de  Águas (ANA):

A discussão sobre a água ultrapassa fronteiras, é uma preocupação global. Em algumas regiões do mundo, a escassez de água é uma realidade diária. Por isso, a Organização das Nações Unidas (ONU) se dedica a promover o tema junto aos governos e sociedade.

Se você está comprometido com a conservação da água, confira o vídeo da ONU.

Além do uso doméstico, a água é necessária em diversas áreas das atividades humanas: indústria, energia e agricultura. Em outras palavras, a água está presente no seu cotidiano nas mais diversas formas.

Sem água não é possível produzir alimentos.

De acordo com a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), a agricultura é a maior consumidora de água dentre todos os setores econômicos e, em alguns casos, ultrapassa os 70% do consumo total.

Quer saber como os agricultores têm trabalhado pela conservação e como enfrentam a escassez de água? Fica com a gente!

Menos água, por favor

A demanda por água na produção agrícola não seria um problema em si, considerando que em alguns países, como no Brasil, boa parte das terras é irrigada pela água das chuvas. Essa água ainda pode ser devolvida à natureza por meio da evaporação, da transpiração vegetal e da infiltração no solo. Mas isso não significa que esteja tudo resolvido, há muito a fazer para pouparmos mais água e garantirmos produção agrícola, em lugares de poucas chuvas ou diante das mudanças climáticas.

A crise hídrica tem colocado a água num patamar muito diferente do passado, inclusive ela está sendo reconhecida como “o petróleo do século XXI”. Para conhecer mais, assista ao documentário Explained do Netflix:

Nesse cenário, onde a água é um bem precioso, a ciência é crucial para ajudar os agricultores a economizarem e vencerem momentos de escassez desse recurso.

Genética ajuda a racionalizar

Na falta de chuva ou para racionalizar o uso da água, a irrigação é uma estratégia muito comum. Consiste, basicamente, em retirar água de algum manancial – rios, reservatórios e poços subterrâneos – e transportar até a lavoura.

Já em regiões onde a irrigação não é possível, as plantas tolerantes à seca, são a salvação da lavoura. Isso mesmo, graças aos avanços do melhoramento genético de plantas e da biotecnologia, já temos milho, soja, tomate e cana-de-açúcar resistentes a ambientes com falta de água.

Tudo plugado no campo

O monitoramento remoto já é uma realidade nas regiões onde a conectividade é boa. Sistemas de irrigação associados a sensores e softwares de análise de dados podem potencializar o aproveitamento da água pela planta. Ao monitorar de perto a saúde das plantas, o volume de precipitação e os padrões de temperatura, os agricultores que utilizam irrigação, podem determinar com maior precisão a quantidade de água e o momento certo de irrigar as lavouras.

Água compartilhada

Ao mesmo tempo, a combinação da lavoura com a pecuária e a floresta podem criar pequenos ecossistemas de maior eficiência hídrica. Um sistema ajuda o outro. As florestas fazem sombra e retém mais água pelas suas raízes ramificadas, deixando o solo úmido para a lavoura de milho, pasto ou outra cultura. Enquanto isso, o gado fica menos exposto ao sol e sente menos sede. No saldo final, uma boa economia de água.

Se pensarmos nos avanços da ciência que estão por vir, podemos ficar otimistas. Teremos em breve, ainda mais ferramentas disponíveis para a melhoria da forma como utilizamos a água na produção dos nossos alimentos. Ela é vital, finita e merece toda a nossa inteligência.

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