Energia também vem do campo | Comida Boa - Do Campo à Mesa

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Energia também vem do campo

Energia também vem do campo

Toda vez que você acende uma lâmpada, carrega o celular, abastece seu carro ou pega algum meio de transporte coletivo, está usando energia. Já parou para pensar de onde vem a eletricidade ou os combustíveis que movimentam, aquecem e iluminam nossas vidas?

Para entender melhor essa história, é preciso conhecer o que é uma matriz energética. 

Matriz energética é um conjunto de fontes de energia disponíveis em um determinado lugar (cidade, país, continente) para captar, distribuir e utilizar energia para residências, indústrias, comércio e agricultura. Essa energia pode vir de fontes renováveis ou não renováveis. 

De que fontes de energia estamos falando? 

As fontes de energia variam de um lugar para outro. No entanto, essa é uma questão que preocupa cientistas, pois boa parte das fontes de energia provém de matérias-primas não renováveis, como carvão mineral, petróleo e gás natural. 

Para complicar ainda mais a situação, a queima desses materiais para a produção de energia é um dos principais responsáveis pela emissão de gases de efeito estufa, que têm relação direta com o aquecimento do planeta e as mudanças climáticas.

Hoje, 86% das matrizes energéticas usadas no planeta não são renováveis.  Por isso, há uma busca constante por alternativas renováveis e limpas. 

Quais são os países que mais emitem CO2 na atmosfera? 

Segundo o relatório da ONU, Estados Unidos, União Europeia, China e Índia respondem por cerca de 55% das emissões globais de carbono. Enquanto o Brasil, apenas 3%. 

Não significa que as porcentagens eximem o Brasil de suas responsabilidades, mas para a conta fechar, o mundo como um todo precisa se equilibrar, de modo que os países desenvolvidos também cumpram suas metas firmadas em tratados anteriores, como é o caso do COP15 (Conferência do Clima de Copenhague). E toda essa discussão acontece na Cúpula de Líderes sobre o Clima, que iniciou virtualmente no último dia 22 de abril de 2021. 

Matéria-prima que vem do campo

A geração de energia a partir da biomassa – matéria orgânica de origem vegetal ou animal usada com a finalidade de produzir energia – como carvão, lenha, dejetos animais e bagaço de cana-de-açúcar, é outro setor em expansão no Brasil. 

Como somos grandes produtores de cana-de-açúcar, é natural que o bagaço seja nossa principal fonte de biomassa. Todas as usinas brasileiras já são autossuficientes, ou seja, geram toda a energia que consomem. E boa parte delas também produz excedentes que são incorporados pela rede pública de distribuição de eletricidade para o abastecimento da população.

Combustíveis renováveis

A cana-de-açúcar é a principal matéria-prima para a produção de etanol no Brasil. O combustível já responde por quase metade da matriz de combustíveis do país, com participação de mais 47% do total do chamado ciclo de Otto (gasolina e etanol).

E isso é bem importante porque, além de renovável, o etanol, ou melhor o bioetanol, tem pouco impacto sobre o meio ambiente. Desde 1975 em decorrência do Programa Nacional do Álcool (ProÁlcool), o Brasil produz combustível a partir de resíduos agroindustriais (cana-de-açúcar e milho).

O Brasil também é o terceiro maior produtor de biodiesel do mundo.

Em 2020, ofertou 6,4 bilhões de litros, uma alta de 8,5% em relação a 2019. Embora não seja uma opção totalmente limpa, essa é menos poluente do que o óleo diesel convencional.

A principal matéria-prima empregada na produção de biodiesel no país é a soja (70%) e, aos poucos, vamos estabelecendo o percentual de biocombustível que pode ser misturado ao diesel comum, proveniente de petróleo. 

O biodiesel foi introduzido na matriz energética brasileira em 2005, quando o governo autorizou a mistura de 2% de biodiesel no produto final ofertado para consumo. Em 2008, o volume subiu para 5% e a mistura de biodiesel com diesel passou a ser obrigatória no Brasil. Em 2010, o percentual autorizado subiu novamente, passando para 10%. A expectativa é de que o governo autorize um novo aumento este ano, elevando a mistura para 13%.

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